O mais poderoso empregador do setor de mídia de Santos e região é reincidente nas práticas antissindicais. De 2010 em diante, o Grupo Tribuna ignorou a estabilidade prevista em lei e recorreu a pretextos variados para dispensar ilegalmente dirigentes do Sindicato dos Jornalistas que trabalhavam no jornal A Tribuna e na TV Tribuna.
por Suely Torres e Carlos Norberto Souza
O ataque mais recente à organização sindical dos jornalistas aconteceu em 9 de janeiro de 2025, quando o diretor de base Ernandes Caires, integrante da Regional Santos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), foi demitido pela TV Tribuna após ser acometido por uma crise de burnout — motivo pelo qual, aliás, já passava por acompanhamento psicológico.
Segundo diretor do SJSP demitido pelo Grupo Tribuna em apenas três anos, Ernandes era funcionário do Grupo Tribuna havia 35 anos e trabalhava como editor do Jornal da Tribuna 1ª Edição (JT1).
No entanto, os antecedentes da sua demissão podem ser encontrados em 2024, quando ele recebeu uma suspensão de três dias ao expressar, em uma rede social, sua opinião política contrária à então pré-candidata à Prefeitura de Santos, a deputada federal Rosana Valle (PL-SP), ex-repórter da TV Tribuna e parceira da família Santini, proprietária do Grupo Tribuna.
O posicionamento de Ernandes teria, segundo a empresa, “violado as normas internas de conduta”. Tal acusação, porém, configura uma ilegalidade recorrente na prática das empresas de comunicação. O departamento jurídico do SJSP adverte que o regulamento de uma empresa não pode se sobrepor ao direito constitucional da livre manifestação do pensamento — previsto no artigo 5º, inciso IV da Constituição Federal. O respeito à liberdade de expressão não exclui os jornalistas e as jornalistas, cidadãos como quaisquer outros.
Além do flagrante cerceamento à livre atividade sindical por um representante da categoria dentro da empresa, coincidentemente (ou não), essa demissão ocorre poucos meses depois de o jornalista entrar em rota de colisão com Rosana, que ficou em segundo lugar na disputa pelo Palácio José Bonifácio.
“Na minha visão foi uma decisão da chefia de jornalismo, que está adotando uma postura de renovação. A direção da empresa não se manifestou sobre minha saída e fui procurado pela direção para manter uma outra atividade que eu já faço há 30 anos no setor de eventos”, afirma Ernandes. A direção, porém, não reverteu a demissão do jornalista, que afronta a estabilidade garantida por lei aos dirigentes sindicais.
Outro jornalista que incomodou Rosana Valle foi Sandro Thadeu. Os antecedentes da sua demissão também remontam a um conflito com a deputada federal bolsonarista. Em 2021, a parlamentar desferiu ataques pessoais e profissionais a Sandro, quando ele a questionou a respeito do silêncio dela quanto à atitude hostil do então presidente da República, Jair Bolsonaro, frente aos jornalistas e ao jornalismo. Embora jornalista de profissão, Rosana se omitiu em meio aos constantes ataques de Bolsonaro à categoria.
A demissão de Sandro ocorreu em 7 de novembro de 2022, após 14 anos de trajetória no Grupo Tribuna, em plena campanha salarial. Mais uma vez, a empresa afrontava os direitos dos jornalistas à livre organização sindical. Então, o Sindicato buscou o apoio do conjunto do movimento sindical e iniciou uma intensa campanha em defesa da readmissão do diretor regional.
Manifestações foram realizadas na porta do Fórum Trabalhista, durante audiência em 1ª instância, e nos auditórios do Sindicato dos Urbanitários de Santos, e do próprio SJSP, na capital, em 13 de abril de 2023, quando 74 pessoas assinaram moção pela readmissão de Sandro — e de Sérgio Pais, outro diretor, demitido injustamente pela TV TEM de Bauru.
A pedido do SJSP, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) denunciou o Grupo Tribuna à Organização Internacional do Trabalho (OIT), com o apoio do Conselho Nacional de Direitos Humanos e da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ). Em maio de 2024, porém, o TRT2 confirmou a sentença desfavorável de primeira instância e, assim, considerou improcedente o pedido de reintegração de Sandro.
Histórico de prática antissindical
Vale apresentar mais alguns antecedentes do Grupo Tribuna, com o objetivo de demonstrar que o seu desrespeito à representação sindical da nossa categoria profissional não é algo novo. Comecemos por meados de 2012, quando o SJSP buscava reverter a demissão do então diretor de base Eraldo José dos Santos, que atuou por 25 anos no jornal A Tribuna e estava a apenas 11 meses da aposentadoria.
Segundo Eraldo, apesar de os dirigentes de base teoricamente não gozarem de estabilidade, pela interpretação restritiva aplicada pela Justiça do Trabalho a esse conceito (reconhecendo-a apenas para sete integrantes da direção executiva do Sindicato e seus suplentes), a empresa até então sempre respeitou essa prerrogativa. “Por isso, entendo a demissão como uma quebra de paradigma e uma forma de neutralizar a ação sindical e até mesmo desestimular que outros colegas jornalistas tivessem uma atuação sindical mais destacada”, afirma.
O SJSP, à época presidido por José Augusto Camargo (Guto), tentou negociar com o Grupo Tribuna, mas a intransigência já havia se enraizado na gestão patronal. Além de se negar a reintegrar o jornalista, propôs uma indenização que rebaixava os direitos do profissional. Como resposta, o Sindicato denunciou a clara tentativa de intimidação em plena campanha salarial e em meio ao movimento que defendia a preservação de empregos frente à ameaça de fechamento das sucursais de A Tribuna.
“Quando se demite um representante democraticamente eleito pelos jornalistas, na verdade, se está desafiando todos os trabalhadores”, afirmava Carlos Ratton, então principal diretor da Regional Santos. No dia 2 de setembro, representantes da categoria saíram à rua em protesto realizado durante a 9ª Meia Maratona A Tribuna em Praia Grande, patrocinada pelo Grupo Tribuna. Por meio da exibição de uma grande faixa e da distribuição de 5 mil panfletos, sindicalistas denunciaram a demissão ilegal de Eraldo — que também fazia pairar sobre a categoria o risco de encerramento das sucursais do jornal.
al, até porque confrontamos A Tribuna a partir da demissão de um dirigente, e não do Eraldo”, diz o jornalista desligado pelos executivos da família Santini, falando de si próprio em terceira pessoa e ressaltando que sempre contou com o apoio da Diretoria do Sindicato. “Fizemos diversas manifestações e sempre incentivei os colegas à sindicalização como forma de fortalecer as reivindicações em favor da categoria”, lembra Eraldo. Por outro lado, embora cruel e politicamente motivada, a demissão não significou um ponto final na sua carreira e o levou a atuar em emissoras de rádio e TV.
Demissão coletiva no “Dia da Pátria”
Em 7 de setembro de 2015, Dia da Independência, houve um duro golpe contra os trabalhadores com a demissão de 30 funcionários, dentre os quais sete jornalistas, incluindo o diretor regional do SJSP, Glauco Braga, e o diretor de base Reynaldo Salgado. O Departamento de Recursos Humanos da empresa alegava que as demissões faziam parte de um plano de “reestruturação”. Mas, novamente, elas ocorreram durante a campanha salarial.
No dia seguinte, em protesto realizado na porta da antiga sede do jornal A Tribuna, dirigentes do SJSP, sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a outras centrais sindicais se reuniram em solidariedade à luta da categoria. Sob a presidência de Paulo Zocchi, o SJSP rejeitou a justificativa da empresa para as demissões e exigiu a reintegração imediata dos sete jornalistas. Em nota, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) também repudiou as demissões.
No terreno jurídico, no dia 17 de setembro, um desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) proibiu novas demissões até o julgamento das ações do SJSP e do Sindicato dos Administrativos. Então, no dia 23, o TRT-2 anulou as demissões dos sete jornalistas e de alguns trabalhadores administrativos e gráficos — bem como as mudanças do plano de saúde impostas à revelia das categorias e dos sindicatos.
“A justiça trabalhista deixou claro que nem entrou no mérito pelo fato de dois demitidos, eu e o Glauco, sermos sindicalistas. Confesso que isso me deixou aliviado. Não houve privilégios no julgamento, tivemos todos o mesmo tratamento. Sentença justa e correta”, diz Salgado. Para o TRT, a Tribuna realizou as demissões sem justa causa, de forma arbitrária e sem consulta às entidades sindicais. O tribunal também vetou novas demissões em massa sem prévia negociação com os sindicatos.
EM 2015, O TRT-2 ANULOU A DEMISSÃO DE SETE JORNALISTAS DA TRIBUNA, ENTRE OS QUAIS OS DIRETORES GLAUCO BRAGA E REYNALDO SALGADO
“A readmissão dos demitidos foi um fato inédito e uma grande vitória do sindicalismo. Essa união com os gráficos e os administrativos fortaleceu as três categorias naquela disputa contra o patrão pela readmissão de todos. Todos foram readmitidos, exceção feita a um pequeno grupo que não quis mais voltar, apesar das portas abertas pelo TRT”, relata Salgado. “Após nossa reintegração pelo TRT, organizamos um plebiscito para rejeitar as novas restrições no plano de saúde”.
Dispensas a conta-gotas, nova tática
Glauco lembra que a partir de 2016 a empresa passou a demitir a conta-gotas para não configurar demissão coletiva. De acordo com Salgado, a empresa tinha um plano em mente e não abriu mão, então passou a demitir em “doses homeopáticas”, com o receio de mais uma invertida. “Pelo menos aprendeu a lição. Depois de 42 anos na empresa tinha ciência que a qualquer hora viria novamente o corte e a demissão. Me preparei para o pior”, ressalta.
Anteriormente reintegrados, os dois diretores do SJSP foram alvo de demissão mais uma vez, em abril de 2017. Na ocasião, Glauco acumulava 20 anos de jornal A Tribuna e estava no terceiro mandato sindical. Pela segunda vez, esses jornalistas, representantes de sua categoria democraticamente eleitos, enfrentavam “violento ataque ao SJSP” e “clara afronta às liberdades democráticas e de organização sindical”, segundo o correto posicionamento do Sindicato.
Novos protestos foram realizados, principalmente na Corrida de 10 km “A Tribuna”, constrangendo a empresa da família Santini e as autoridades que evitavam contrariar o poder do grupo de comunicação. “‘Reestruturação’ era a desculpa usada para nos perseguir em razão da nossa atuação sindical, tentando resumir vinte anos de trabalho no jornal com ‘foi demitido’. Mas quando se demite uma pessoa, uma família também é demitida”, desabafa Glauco.
Nos últimos anos, o Grupo Tribuna foi beneficiado por alterações das legislações trabalhista e previdenciária implantadas nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, que facilitaram a perseguição patronal a trabalhadoras e trabalhadores e a retirada de direitos. “Por exemplo, as recentes reformas engessaram a Justiça do Trabalho, liberaram a precarização e o pejotismo na categoria, dificultando a mobilização e intensificando o individualismo”, destaca o jornalista. Prevista na Constituição Federal e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a estabilidade de emprego é uma garantia que deveria proteger dirigentes sindicais de demissões arbitrárias e de represálias à organização sindical.
A “reforma trabalhista”, implementada pelo governo golpista de Michel Temer, enfraqueceu a classe trabalhadora ao desferir um ataque frontal às suas entidades sindicais. Desde novembro de 2017, as alterações na CLT favoreceram a precarização do trabalho dos jornalistas nas redações e as tentativas de exclusão de direitos conquistados pela categoria, bem como as demissões para a contratação de outro profissional para desempenhar a mesma função porém recebendo salário inferior. Isso também tem acontecido no Grupo Tribuna.
O grupo empresarial da família Santini consolida uma prática antissindical sistemática contra a categoria e cerceia a atuação do SJSP, uma entidade que defende os salários e demais condições de trabalho das e dos jornalistas, e que além disso está na linha de frente da luta em defesa do livre exercício do jornalismo e de todas as liberdades democráticas.
“No Brasil, com a aprovação da lei 13.467, em meados de 2017, em um lance institucional ousado, o Legislativo e o Executivo transformaram profundamente a legislação trabalhista, o sistema de relações de trabalho no país e fizeram uma reforma sindical contra os trabalhadores”, escreveu Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e consultor sindical, em um artigo publicado no portal do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), em setembro de 2024.
Para que serve o Sindicato?
Em 2026, o SJSP completará 89 anos de lutas em defesa da categoria, da democracia e do país. Um dos marcos dessa trajetória ocorreu em 31 de outubro de 1975, quando milhares de pessoas se reuniram na Catedral da Sé, na capital paulista, para assistir a um ato ecumênico em memória de Vladimir Herzog, jornalista torturado e assassinado pela Ditadura Militar uma semana antes. Repleto de simbolismos, o ato ecumênico, celebrado pelo rabino Henry Sobel, pastor James Wright e cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, foi convocado pelo SJSP
No último dia 25 de outubro, o SJSP rememorou seu histórico protagonismo de meio século atrás, ao organizar e liderar uma emocionante caminhada pelas ruas do centro da capital até a Catedral da Sé, onde novo ato religioso foi celebrado em homenagem à memória de Herzog mas também, desta vez, à memória de todas as vítimas da Ditadura Militar.
Vale lembrar ainda da organização das greves de jornalistas de 1961, que conquistou o primeiro piso salarial para uma categoria profissional e a jornada de 5 horas, e a de 1979 (em plena Ditadura) que, embora derrotada, cumpriu o papel de contribuir para que trabalhadores(as) paulistas e brasileiros(as) conquistassem o reajuste semestral de salários em uma conjuntura em que a inflação já caminhava para o descontrole.
“CONTAMOS COM A SOLIDARIEDADE DO SINDICALISMO, MOVIMENTOS SOCIAIS E SOCIEDADE CIVIL, PARA ENFRENTAR OS ATAQUES DO GRUPO TRIBUNA À LIVRE ORGANIZAÇÃO SINDICAL”, DIZ THIAGO TANJI
O SJSP negocia sistematicamente, a cada ano, convenções coletivas de trabalho (CCTs) com os três sindicatos patronais de mídia existentes. Além disso, nos últimos quatro anos foram realizadas negociações diretas do SJSP com mais de 50 empresas, com as quais foram assinados acordos coletivos para tratar de temas de interesse da categoria, tais como a reposição do poder de compra em um cenário de inflação, a assinatura de programas de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e garantias dos direitos das e dos jornalistas, como o respeito à jornada de trabalho. “E seguimos em luta contra demissões, a pejotização, diferentes formas de precarização das relações de trabalho, por meio de mobilizações de jornalistas e ações judiciais conduzidas por nossa assessoria jurídica”, destaca Thiago Tanji, presidente do SJSP.
Segundo Tanji, o SJSP também segue se somando às lutas mais gerais da classe trabalhadora, em defesa da democracia, pela resistência e reconstrução dos direitos do povo brasileiro. “É para isso que nosso sindicato serve: para defender a categoria, o jornalismo, o conjunto da classe trabalhadora e o nosso povo”, diz ele. “Contamos também com a solidariedade do conjunto do sindicalismo, dos movimentos sociais, da sociedade civil, das organizações políticas comprometidas com a democracia para enfrentarmos os ataques do Grupo Tribuna à liberdade de organização sindical. Mexeu com um, mexeu com todos!”, reforça.
QUEM SÃO OS COLEGAS PERSEGUIDOS PELO GRUPO TRIBUNA

Eraldo José dos Santos
Ingressou em 1977 na Faculdade de Comunicação de Santos (Facos), que atualmente integra o complexo UniSantos. No ano seguinte, começou como estagiário no jornal Cidade de Santos (hoje extinto, pertencia ao Grupo Folha), sendo contratado meses depois, passando por várias editorias até o fim do jornal em 1987. A convite do prefeito Oswaldo Justo, foi para a assessoria de imprensa da Prefeitura de Santos. Em A Tribuna, Eraldo trabalhou de 1989 até 2012, atuando como repórter em várias editorias e também como editor de Polícia e Sindical.

Glauco Braga
Nascido em Santos, se formou em Jornalismo pela UniSantos, em 1994. De 1998 a 2017, no jornal A Tribuna, foi repórter de Geral, setorista do Santos FC, subeditor de Esportes, subeditor de Turismo, participou do fechamento de várias editorias, foi chefe de reportagem e pauteiro do Expresso Popular e editor de Esportes, além de redator de conteúdo, no Portal A Tribuna. Teve passagens como repórter nos jornais Diário Popular, Diário de S.Paulo, Estadão, Diário do Litoral e Folha Santista. Hoje trabalha no Jornal da Orla.

Reynaldo Salgado
Hoje com 75 anos, atuou na profissão “por meio século”, ou seja do início de 1967 a dezembro de 2017. Começou como estagiário em Guaratinguetá, na equipe de esportes da Rádio Liberdade. Foi contratado e registrado, mas mudou-se para Santos em 1973 por causa da faculdade. De 1974 a 1975, quando ainda cursava o segundo ano de jornalismo da Católica (UniSantos), foi repórter da editoria de esportes do Cidade de Santos. Trabalhou ainda nas rádios Clube, Cacique e Atlântica de Santos. Em 1976 foi contratado por A Tribuna para ser repórter especial da área política, e vinte anos depois tornou-se sub-editor. Finalmente tornou-se editor da Tribuna online na área de esportes, até ser desligado emt 2017.

Sandro Thadeu
Atual diretor regional do SJSP, é formado em Jornalismo pela UniSantos, em 2006, tem passagens pela revista Porto S.A., jornal Expresso Popular, Prefeitura de Santos e rádios RBA Litoral e RTL. Trabalhou por 14 anos no jornal A Tribuna, onde foi repórter e colunista de política. Desde 2007, é assessor de imprensa do Sindicato dos Urbanitários da Baixada Santista e do Vale do Ribeira (Sintius). Atualmente, mantém uma coluna diária sobre política no Portal BS9.

Ernandes Caires
Formado pela Universidade Católica de Santos, é jornalista há mais de 30 anos. Atuou nas rádios Tribuna FM e Tribuna AM de Santos e como correspondente da Rádio Bandeirantes na Baixada Santista. Foi professor de radiojornalismo da Universidade São Judas Tadeu e na Unaerp. Trabalhava desde 2007 na TV Tribuna, na função de editor responsável pelo JT1.